Os Ilustres Filhos de Alfaiates PDF Imprimir e-mail
30-Ago-2007
Alfaiates,  está localizada no concelho do Sabugal,  distrito da Guarda a cerca de 18 km da sede do concelho e a 30 km de Vilar Formoso.Com origem provável no século XIII, este Castelo situa-se em local planáltico e é delimitado por terreiro e construções rústicas adoçadas a dois alçados.Teve papel importante em 1811, durante as Invasões Francesas. Ao ver o seu estatuto concelhio extinto em 1836, foi transformado em cemitério sendo o seu alçado principal adornado com cruz e pináculos. De tipologia Românica – Gótica, a sua Cidadela tem cintura dupla de muralhas, encontrando-se a cintura interior parcialmente destruída.

A aldeia histórica de alfaiates é sede de freguesia.

Encontra-se a 18 km para leste do Sabugal, no coração da região de Riba-Côa, a 8 km da fronteira com Espanha.
Situa-se num ponto elevado a 840 m de altitude, ocupando a totalidade duma plataforma em esporão que domina o vale da ribeira de Alfaiates, numa região de terrenos xistosos, de boa produtividade agrícola e abundância de água. A sua origem poderá recuar à pré-história com base no achado de alguns materiais líticos. Na época romana o outeiro terá sido ocupado por uma comunidade, conforme atestam os vestígios materiais encontrados.
Apesar do seu topónimo ter uma raiz árabe, não é credível uma origem muçulmana dada a inexistência de vestígios dessa época e pela continua utilização da palavra alfaiate durante a idade média. A povoação ter-se-á desenvolvido entre o final do séc. XIII com o repovoamento Leonês.
Terá sido Afonso IX de Leão a encontrar a povoação desabitada e destruída, reedificando-a, concedendo-lhe Carta de Foros e Costumes e construindo-lhe a primeira fortificação. Deste período datará a Igreja da Misericórdia e o pelourinho local.

Em 1297, Alfaiates integra o território português pelo tratado de Alcanizes, tendo ao seus alcaides realizado importante acção na aceitação do monarca português como legitimo soberano de Riba-Côa.
 D. Dinis confirma então o anterior foral, operando também amplas reformas na malha urbana, segundo a estrutura dos bastides francesas do séc. XIII: traçado ortogonal das ruas e do casario da Vila, adaptando-se à tipografia do terreno, fechadas por uma linha envolvente de muralhas e vigiadas por um castelo no flanco mais desprotegida da povoação.
 Alfaiates empreende um novo movimento de restauração com o rei D. Manuel, dando-lhe foral em 1515, de forma a motivar o seu repovoamento e crescimento económico. Neste reinado a fortaleza militar foi também restaurada e ampliada. A aldeia desenvolveu-se bastante durante a Época Moderna, sobretudo devido à guerra de Restauração, dada a sua proximidade à fronteira.

Alfaiates foi e é berço de muitas personalidades ilustres em todos os ramos da cultura, da igreja, do ensino e da carreira militar, desde sempre. Entre eles destacam-se os seguintes:


 Brás Garcia Mascarenhas nasceu na Vila de Avô junto à Serra da Estrela em 1596. Foi governador desta vila de Alfaiates no tempo em que esta pertencia ao Conde de Santiago, tendo sido responsável por algumas reconstruções na estrutura defensiva do local. No séc. XVIII chegou-se mesmo a projectar a construção duma fortaleza abaluartada na vila, semelhante à de Almeida, que não chegou a ser concretizada.  Participou activamente nas lutas pela independência contra os Espanhóis e, sendo acusado de alta traição, foi preso. Absolvido pelo rei devido à falsidade das acusações, termina os seus dias escrevendo a epopeia em vinte cantos e oitava rima Viriato Trágico.


 Ruy Tavares de Brito, mestre de campo, no tempo da restauração;


 António de Távora, sargento-mor de batalha em flandres;


 Bernardino de Távora, inquisidor apostólico em Lisboa;


 Frei Francisco dos Remédios, fundador do convento da Malhada Sorda, em 1749;


  Francisco Balsemão, grande comerciante e industrial na Guarda, cuja iniciativa e prestigio se deve à instalação da iluminação eléctrica daquela cidade.


 Dom José bispo de Cória, cónego em Ciudad Rodrigo;


 João Fernandes Pacheco, alcaide-mor e governador;


 Gaspar de Távora e Brito, filho de João Martins de Távora, tendo ambos sido militares intrépidos e famosos, sendo o primeiro governador de Benguela. 


O concelho de Alfaiates foi extinto em 1836 integrando-se no do Sabugal.

Referências: 

AFONSO, Virgílio, Sabugal Terra e Gentes, 1985, Edição Câmara Municipal do Sabugal, pag.93.
CORREIA, Joaquim M., Memórias sobre o Concelho do Sabugal, 1946, Edição da Federação dos Municípios da Beiras Serra, pag. 149, 161.

alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/mascare.htm

www.raihotel.pt/regiao/alfaiates.htm

 

 

 

 

 

Trabalho realizado por: 


                                                 Isabel Esteves


                                                 Liliane Carvalho


                                                 Mário Leal


                                                 Sílvia Morgado

Actualizado em ( 11-Set-2007 )
 
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