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Sitios Arqueológicos a Visitar 2 |
Caria Talaia: Caria Talaia é o primitivo topónimo de um lugar pertencente à freguesia da Ruvina, conhecido apenas na documentação antiga. O topónimo tem origem árabe e possui o significado de “pousada-vigia”. O local corresponde hoje a um elevado relevo, destacado e sobranceiro ao rio Côa, a cerca de 11 km do Sabugal, com o nome de cabeço da Senhora das Preces, por ter sido edificada aí uma ermida de sua devoção. A sua localização estratégica num óptimo ponto de travessia deste rio concedeu-lhe a importância militar no controlo das vias naturais e do território que se alcança desde o seu topo. Ainda se podem observar, hoje, os vestígios das antigas poldras de passagem do rio. No topo do relevo foram identificados diversos fragmentos de cerâmica manual, de tradição pré-histórica, um fragmento de mó de vaivém de granito, e há referência ainda ao achado de um machado em bronze, que mostra que aí viveu uma comunidade que talvez recuasse à Idade do Bronze Final. Enquanto não forem realizadas escavações no local não poderemos conhecer melhor a natureza e a cronologia de ocupação primitiva do sítio. Mais tarde, terá sido iniciada a construção de uma fortificação neste monte, pelos monarcas leoneses (século XIII), oposta ao castelo português de Vila do Touro, do outro lado do Côa, fundado pelos Templários. A mais antiga referência a este assentamento militar data de 1226, na descrição dos limites do termo da Vila de Alfaiates. Conhece-se outra menção em 1231, numa carta de Fernando III à Vila do Sabugal, citando-a já como aldeia do termo do concelho do Sabugal. A última alusão data de 1320-21, já depois da passagem de Riba-Côa para posse portuguesa, onde se menciona a «igreja de Santa Maria de Caria Talaya». A partir do século XIV, a aldeia terá sido abandonada e despovoada, pois deixou de deter importância estratégica e militar com o recuo da fronteira castelhana para leste. No local ainda se detectam os vestígios da antiga muralha defensiva, entre os quais alguns silhares com marcas de canteiro. No entanto, são parcos os indícios materiais da antiga povoação que aí terá existido.
Autoria: Marcos Osório |
Sabugal Velho:
 As ruínas do Sabugal Velho situam-se na freguesia de Aldeia Velha. Os vestígios cobrem a totalidade do topo de um pequeno relevo, destacado da superfície planáltica pelos seus 1019 m de altitude, obtendo um amplo domínio visual da plataforma da Guarda/Sabugal, a norte. Para além do potencial estratégico, a ocupação humana do assentamento decorre da sua riqueza mineira, estando confirmada a presença de filões de ferro e estanho nas imediações. No local foram realizadas escavações arqueológicas, entre 1998 e 2002, que atestaram a presença de vestígios construtivos e de materiais relativos a duas épocas cronológicas: a 1ª fase habitada durante o I milénio a.C. e a 2ª fase de presença humana nos séculos XII-XIII. As conclusões das intervenções nesta estação arqueológica indicam que o Sabugal Velho é um dos sítios arqueológicos fundamentais para o estudo e para a compreensão da proto-história da Beira Interior e da presença leonesa em terras de Riba-Côa. No local são visíveis diversas construções arruinadas, distribuídas pelo topo do relevo e totalmente envolvidas por um anel de derrube de pedras, delimitando as suas íngremes encostas, e por uma segunda construção exterior de terra batida, apenas na encosta poente. As escavações permitiram apurar que estas ruínas se reportam à última presença humana no relevo, testemunhando uma aldeia medieval fortificada, cujas construções se encontram bem conservadas e dispersas por todo o espaço intra-muralhas. O aglomerado foi organizado com uma planta ortogonal. O casario distribui-se ao longo de uma rua central, para a qual desembocam pequenas e estreitas artérias transversais. Os edifícios, construídos em xisto, apresentam planta rectangular e alinham-se ao longo desses eixos da povoação. Os trabalhos arqueológicos permitiram detectar um nível de ocupação mais antigo, com interessantes vestígios construtivos de comunidades do Bronze Final e Idade do Ferro, e possibilitaram o conhecimento da sua cultura material: cerâmica manual, cerâmica a torno pintada, cadinhos, escopros, fíbulas, machados de pedra, contas de colar de pasta vítrea, um pendente de xisto, mós de vaivém e pesos de seixo. Por outro lado, obteve-se também uma panorâmica da vivência quotidiana das populações ribacudanas, durante a presença leonesa dos séculos XII-XIII, através da recolha de algumas mós circulares, escória, ferraduras, argolas e espigões, cravos e pregos, uma chave, moedas, alguidares e outra cerâmica comum doméstica, tampas e testos, uma conta de colar, fivelas de cinturão, uma rela. É a partir deste espólio que se podem obter os melhores paralelos para datar os testemunhos da ocupação humana nos dois diferenciados períodos de ocupação. O povoado foi reabilitado para ser visitado pela população e os materiais provenientes das campanhas arqueológicas encontram-se expostos no actual Museu Municipal do Sabugal, e constituem um dos seus maiores atractivos de visita. Autoria: Marcos Osório |

Bons sonhos. Ali do lado direito do rio é o quarto: vista pânoramica, sombra, embalo de água corrente e tecto de estrelas. Levem tenda! A praia fluvial dispõe de casas de banho (pequenotas) com água corrente e não vão resistir a um banho no Côa para despertar para cada dia. Se tiverem um ataque de comodismo, a cidade do Sabugal é rica em alojamento. |
Como chegar ao paraíso De Comboio: É possível chegar até à Guarda de Comboio (3 comboios intercidades diários, 13,50€) e depois chegar ao Sabugal de autocarro, da empresa "Viúva Monteiro" tel: 271 753405 De autocarro: Consulte a rede expressos. A empresa "Viúva Monteiro" serve também o Sabugal a partir de Lisboa e Coimbra. tel: 271 753405 De automóvel: Desde Lisboa Entre na A1 até Torres Novas. Apanhe a A23 e siga até encontrar a saída Caria/Sabugal. A partir daqui siga sempre a indicação de Sabugal. Desde o Porto Entre na A1 em direcção ao Sul. Em Albergaria, vire à esquerda para o IP5 até à Guarda. Passe a primeira saída da Guarda e saia apenas onde disser Guarda Sul / A23. Continue nessa estrada até aparecer a indicação de Sabugal. Desde Coimbra Entre no IC2 em direcção ao Norte. Vire à direita na direcção do IP3. Antes de Santa Comba Dão, vire à direita em direcção a Mangualde. Nesta localidade, vire à direita para a IP5 até à Guarda. Passe a primeira saída da Guarda e saia apenas onde disser Guarda Sul / A23. Continue nessa estrada até aparecer a indicação de Sabugal. |
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Todas as actividades, com excepção do passeio pedestre e das actividades radicais, são: Gratuitas
Que desculpa vão inventar para não conhecer o deslumbrante Côa? |
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